Nas últimas semanas, o DLSS 5, da Nvidia, tomou conta das conversas entre jogadores. Fãs de “Fallout” decidiram usar a tecnologia para “remasterizar” “Fallout: New Vegas“. O resultado virou motivo de piada e também de arrepio geral pela internet.
Uma tecnologia impressionante, mas nem sempre
O DLSS 5 é a mais recente aposta da Nvidia em renderização neural assistida por inteligência artificial. A proposta é pegar jogos já existentes e transformá-los em experiências quase fotorrealistas, em tempo real. Em muitos casos, o resultado impressiona. Em outros, beira o assustador.
Foi exatamente isso que aconteceu com “Fallout: New Vegas”, lançado em 2010 e considerado por muitos o melhor jogo da franquia. A comunidade de fãs resolveu aplicar a tecnologia repetidamente sobre o clássico. Em vez de um upgrade visual elegante, o experimento deu origem a uma das versões mais bizarras já vistas do jogo.
Goodsprings nunca pareceu tão estranho
No YouTube, diversos vídeos já circulam mostrando cenas de “Fallout: New Vegas” processadas pelo DLSS 5. Um deles reúne mais de três minutos de conteúdo gravado na cidade de Goodsprings, ponto de partida clássico do jogo. Apenas três passagens da tecnologia foram aplicadas sobre a mesma imagem.
Só que três passagens, pelo visto, é o lado moderado do experimento. Parte da comunidade começou a empurrar o DLSS 5 ao limite, aplicando a tecnologia repetidas vezes sobre a mesma cena. O resultado lembra menos um upgrade gráfico e mais uma aberração digital.
Cass irreconhecível depois de sete passagens
O exemplo mais chocante envolve a personagem Rose of Sharon Cassidy, conhecida simplesmente como Cass, uma das companheiras mais queridas de “Fallout: New Vegas”. Depois de sete passagens consecutivas de renderização neural, o rosto da personagem sai completamente distorcido, quase irreconhecível.
De acordo com apurações técnicas sobre o fenômeno, não se trata de um bug nem de um mod quebrado. O DLSS 5 está funcionando exatamente como deveria. O problema é que cada nova passagem adiciona interpretações visuais em cima das anteriores. Essas “adivinhações” da inteligência artificial se empilham até o ponto de distorcer completamente as feições originais.
Uma comparação nada sutil com o universo de Fallout
Muita gente vem comparando o efeito do DLSS 5 aplicado várias vezes a uma “bad trip” visual, e não é difícil entender o motivo. O detalhe curioso é que essa comparação até que combina com o próprio universo de “Fallout”. A franquia inteira gira em torno de criaturas e pessoas horrivelmente mutadas pela radiação e por outros efeitos colaterais de um mundo pós-apocalíptico.
Não seria absurdo imaginar que essas versões “derretidas” dos personagens combinam com a estética doentia da série. É mais fácil enxergar essa ligação do que se poderia imaginar à primeira vista.
Um remaster oficial também está a caminho
Enquanto os memes com o DLSS 5 seguem circulando, vale lembrar de uma novidade importante. Um remaster oficial de “Fallout 3” e “Fallout: New Vegas” já foi confirmado e está em desenvolvimento. Ou seja, quem prefere esperar por uma versão remasterizada oficial não vai precisar esperar para sempre. O processo caseiro de renderização neural em excesso pode ficar só na piada mesmo.
Até lá, resta à comunidade seguir se divertindo com os resultados imprevisíveis do DLSS 5. É uma tecnologia que promete revolucionar os gráficos dos games, mas que, pelo visto, também sabe criar verdadeiros monstros digitais quando levada ao extremo.




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