Profissionais do estúdio anunciaram publicamente que foram desligados dias depois da estreia de Campaign Evolved. A Microsoft ainda não se pronunciou sobre o caso.
O clima no estúdio responsável por Halo não é de comemoração. Segundo relatos publicados pelos próprios profissionais em redes sociais, a Halo Studios passa por uma nova rodada de demissões. Os desligamentos vieram logo após o lançamento de Halo: Campaign Evolved, refeito na Unreal Engine 5 e lançado no fim de julho.
Vale a ressalva de sempre: nem a Microsoft nem o estúdio confirmaram oficialmente o corte, seu tamanho ou os setores atingidos. As informações partem exclusivamente de publicações feitas por pessoas que trabalhavam no projeto e que agora buscam recolocação no mercado.
Relatos de quem foi desligado
Entre os casos divulgados está o de Nick Treitman, produtor com seis anos e meio de casa. Em publicação no LinkedIn, ele contou ter atravessado várias rodadas anteriores de cortes antes de ser atingido por esta.
Depois de seis anos e meio trabalhando em Halo e escapando de outras tantas rodadas de demissões, finalmente chegou a minha vez. Só tenho carinho por Halo e pelas pessoas do estúdio. Essa é apenas a dura realidade da indústria de games neste momento. (tradução livre)
Outros profissionais publicaram mensagens semelhantes. Um deles atuava como scrum master, função ligada à organização das equipes, e trabalhava como prestador de serviços. Um engenheiro de software do estúdio também se colocou à disposição do mercado. O tom das mensagens mistura orgulho pelo trabalho entregue e preocupação com o momento do setor.
Um histórico difícil
Infelizmente, a situação não é inédita por lá. O estúdio, antes conhecido como 343 Industries, passou por cortes relevantes em 2023. Depois disso, voltou a ser afetado por novas rodadas de reestruturação da Microsoft. Em julho deste ano, a divisão de games da empresa anunciou uma nova reorganização interna.
A troca de nome veio acompanhada de mudanças técnicas. O estúdio abandonou a engine proprietária usada em Halo Infinite e migrou para a Unreal Engine 5. A aposta já vinha sendo discutida havia tempos, como registramos ao analisar as mudanças no futuro da franquia.
O peso humano por trás dos jogos
Esse tipo de notícia merece uma pausa. Por trás de cada lançamento existem centenas de pessoas que passaram anos em um projeto. Muitas vezes, elas descobrem o desligamento poucos dias após a estreia. A indústria vive um ciclo prolongado de cortes, e vale reconhecer a coragem de quem expõe publicamente uma situação delicada em busca de recolocação.
O jogo em questão, aliás, representa um marco. Trata-se do primeiro título principal da série a chegar a um console da Sony. O movimento vinha sendo sinalizado havia tempos, como mostramos quando a Microsoft admitiu levar exclusivos a plataformas concorrentes. Resta agora aguardar um posicionamento oficial sobre o futuro do estúdio.




Seja o primeiro a comentar