A série de Harry Potter estreia em 25 de dezembro e promete fidelidade maior aos livros do que os filmes conseguiram. Uma leitura publicada pelo site ScreenRant, aponta, porém, um ponto em que fugir do material original seria melhor.
O que os livros estabelecem
Os sete volumes nunca dizem exatamente o que o protagonista fez depois da guerra. O epílogo de Harry Potter e as Relíquias da Morte mostra apenas o casamento com Gina e os três filhos, dezenove anos depois.
O interesse na carreira, porém, aparece desde o quarto livro. Ele demonstra vontade de virar auror, o caçador de bruxos das trevas ligado ao Ministério da Magia. A confirmação veio fora das páginas. Em entrevista ao programa TODAY, J.K. Rowling declarou:
Harry e Rony [Weasley] revolucionaram completamente o Departamento de Aurores. Eles são os especialistas agora, porque não importa a idade que tenham nem o que mais tenham feito.
Por que a escolha incomoda
O argumento tem base no próprio texto. Nas últimas páginas do livro final, o personagem deixa claro que já teve problemas suficientes para uma vida inteira. O epílogo reforça aquela leitura. A cicatriz não doía havia dezenove anos, e a frase que encerra tudo indica paz, não rotina de combate.
Colocá-lo de volta em perigo constante contradiz aquele fecho. É como se o descanso conquistado fosse imediatamente desfeito.

A peça de teatro
A peça de teatro complicou ainda mais. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada confirmou que o personagem seguia na função anos depois, com todo o estresse que ela carrega.
Vale registrar que aquele texto divide opiniões. Boa parte do público não considera a peça parte do cânone que aprendeu a amar nos livros.
A alternativa mais defendida
Existe uma opção que fãs sugerem há anos. Ele poderia virar professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts.
O talento para aquilo já foi demonstrado. Em Harry Potter e a Ordem da Fênix, ele lidera a Armada de Dumbledore e ensina magia defensiva aos colegas quando a escola proíbe a prática. Aquelas aulas foram decisivas depois. O grupo treinado por ele teve papel importante na Batalha de Hogwarts.
A produção nem precisa inventar nada. Como os livros não estabelecem a profissão, a série pode simplesmente não tratar do assunto. Cortar o epílogo inteiro também é opção. Aquilo diferenciaria a adaptação dos filmes e evitaria uma discussão que já dura anos.
O que já se sabe da série
O primeiro ano terá oito episódios e adapta Harry Potter e a Pedra Filosofal. Francesca Gardiner comanda o projeto, com Mark Mylod na direção. O elenco reúne Dominic McLaughlin como protagonista, John Lithgow como Alvo Dumbledore, Janet McTeer como Minerva McGonagall e Nick Frost como Hagrid.
A busca por aquele elenco foi longa. Nossa cobertura acompanhou desde a chamada aberta para crianças do Reino Unido e da Irlanda, que reuniu milhares de candidatos.
Vale lembrar o tamanho da franquia. Os livros de Harry Potter venderam mais de 500 milhões de exemplares e os oito filmes arrecadaram cerca de 7,5 bilhões de dólares.






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