Poucas séries envelheceram tão bem quanto Xena: A Princesa Guerreira. Trinta anos após a estreia, a produção segue conquistando novos fãs, e agora Lucy Lawless, eterna intérprete da protagonista, decidiu falar abertamente sobre o reboot que chegou a ser planejado e acabou abandonado.
Um projeto que ficou pelo caminho
Em publicação nas redes sociais, a atriz explicou sua posição sobre a tentativa de reformulação, planejada para meados da década passada e interrompida por divergências criativas. O ponto central da avaliação dela é a própria necessidade do projeto.
Sempre me perguntei se uma nova série era realmente necessária, quando a original já havia se tornado um clássico cult e continua atraindo novos fãs décadas depois. Na minha opinião, teria sido muito mais interessante fazer um longa-metragem explorando o passado de Xena.
Vale lembrar que o projeto engavetado não pretendia retomar a relação entre a protagonista e Gabrielle nos mesmos termos da série original, adotando uma abordagem de antologia.
O filme que ela gostaria de ver
A atriz detalhou o que um longa poderia abordar, e o foco recai justamente sobre o passado sombrio da personagem, elemento recorrente na série original. Segundo ela, a história renderia se acompanhasse a infância, o nascimento, a família, a vida em Anfípolis, as primeiras dificuldades e a perda do irmão.
Para Lawless, esses acontecimentos moldaram gradualmente o caráter da guerreira e explicam sua trajetória até se tornar uma figura temida. Um filme assim, argumenta, permitiria aprofundar questões apenas tocadas de passagem na televisão, mostrando o que realmente a quebrou e como a lenda começou muito antes da jornada de redenção.

Uma franquia que resiste ao tempo
Exibida a partir de 1995, a série combinou ação, mitologia grega e doses generosas de humor, tornando-se um fenômeno cult. Nascida como derivada de outra produção do mesmo universo, ela rapidamente superou a original em popularidade e se estendeu por seis temporadas, consolidando a protagonista como uma das guerreiras mais influentes já vistas na televisão.
Parte desse legado se deve à equipe por trás das câmeras, que seguiu ativa em outras produções, como quando um dos produtores da série assinou o retorno de uma franquia de terror.
A ideia de revisitar clássicos daquela geração, aliás, virou tendência. Outras propriedades cult da mesma época já receberam tratamento semelhante, caso do reboot cinematográfico de um clássico de fantasia com Henry Cavill, o que mostra o apetite do mercado por esse tipo de resgate.
E agora?
O futuro da personagem permanece indefinido. Não há projeto confirmado em desenvolvimento, e a possibilidade de um retorno, seja na TV ou no cinema, segue em aberto.
De todo modo, a proposta levantada pela atriz tem lógica. Uma prequel de Xena permitiria explorar terreno inexplorado sem competir diretamente com a memória afetiva do público, algo que reboots costumam ter dificuldade em administrar.






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