Sam Wilson ainda será o Capitão América em Doutor Destino?

Andre Luiz

A volta de Chris Evans em Vingadores: Doutor Destino levantou uma pergunta imediata entre os fãs: Sam Wilson vai devolver o escudo?

Quem respondeu foi Anthony Mackie, durante a San Diego Comic-Con 2026. Segundo ele, Evans não retorna como Capitão América, e sim como Steve Rogers, em outra identidade.

A explicacao que Mackie deu

O ator foi direto ao ponto e ainda provocou o público:

Steve Rogers nos quadrinhos — e existe uma revista em quadrinhos, viu? Você diz que é nerd, então leia os quadrinhos. Não seja nerd de fachada, seja nerd de fato. Nos quadrinhos, Steve Rogers se torna o Nômade.

A referência é a uma fase clássica das HQs em que o personagem abandona o uniforme e o nome após romper com o governo americano. É uma identidade de exílio, não de aposentadoria, e permite que ele volte à ação sem tomar o posto de ninguém.

A distinção resolve um problema prático. Evans defendeu o personagem por cerca de uma década, em uma sequência de filmes que moldou boa parte da primeira fase do estúdio. Trazer esse rosto de volta com o escudo na mão significaria, na prática, anular o arco construído nos últimos anos. A Marvel parece ter percebido isso.

Uma sucessão que nunca foi tranquila

Lembrando como a história chegou até aqui: o escudo foi entregue a Sam no encerramento de Vingadores: Ultimato, mas o personagem hesitou e o repassou ao governo. O objeto acabou nas mãos de John Walker, o Agente Americano, e Sam precisou brigar para recuperá-lo.

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John Walker, o Agente Americano (Wyatt Russell) empunha o escudo ensanguentado do Capitão América em Falcão e o Soldado Invernal – Reprodução/Marvel Studios/Disney+

A conclusão veio em Falcão e o Soldado invernal, série do Disney+, quando ele finalmente vestiu o uniforme feito em Wakanda. Aquele desfecho também tratou de forma explícita o racismo enfrentado pelo personagem, tema que virou parte central da leitura sobre ele.

A discussão que divide os fãs

No fundo, a briga é conceitual. Parte do público entende Capitão América como um manto, algo que pode passar de pessoa para pessoa. Outra parte enxerga o título como sinônimo de Steve Rogers, e ponto final.

A polêmica não é nova nem exclusiva das redes sociais. Aqui mesmo já defendemos que talvez fizesse mais sentido criar uma identidade nova para Sam, em vez de colocá-lo como o terceiro a usar o mesmo nome. O argumento contrário também tem peso, já que o próprio Steve escolheu o sucessor.

Some-se a isso o fato de a estreia oficial de Sam no manto ter acontecido em uma série de streaming, e não nos cinemas. O filme solo que veio depois teve recepção dividida, o que ajudou a manter a discussão aberta.

O reencontro no novo filme

Ao colocar Steve em uma identidade paralela, o estúdio ganha os dois lados: entrega o reencontro nostálgico que o público pediu e mantém intacta a linha de sucessão que vem sendo construída desde 2019. É uma solução de compromisso, e das mais elegantes disponíveis.

Sobre o encontro entre os dois personagens, Mackie preferiu brincar. Questionado se haveria outra troca de frases parecida com a que virou marca registrada da dupla, ele riu e disse que aquilo já foi encerrado em Ultimato. Segundo o ator, o novo filme traz falas inéditas e mais interessantes entre eles.

Ele também descreveu as gravações como uma espécie de acampamento de férias, pelo reencontro com colegas de elenco. Dirigido por Anthony e Joe Russo, Vingadores: Doutor Destino chega aos cinemas brasileiros em 17 de dezembro de 2026.

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