Halo: Campaign Evolved vem tendo um período de lançamento bastante conturbado. Mesmo com boas notas da crítica especializada, o jogo não conseguiu vender bem no PS5, chegando a ser superado em uma proporção de 16 para 1 pelos ports simplificados de Black Ops 1 e 2. Depois do lançamento, diversas posições de contrato dentro da equipe de desenvolvimento foram encerradas, e os jogadores também vêm reclamando de mudanças mecânicas e artísticas realizadas no jogo.
A nova crítica vem de dentro da própria história da franquia
A insatisfação mais recente com Campaign Evolved parte de Marcus Lehto, cocriador de Halo e conhecido informalmente como “o pai do Master Chief”.
Segundo ele, as mudanças feitas pela Halo Studios na representação da tecnologia dos Forerunners — a antiga civilização alienígena responsável por construir os anéis Halo — estão longe de agradar.
O que mudou na representação dos Forerunners
Em publicação feita no X, Lehto argumentou que, embora a tecnologia Forerunner sempre tenha sido feita de metal (e não de pedra), ela também deveria transmitir a sensação de algo antigo, imenso, quase vivo — praticamente um túmulo para os horrores que um dia habitaram aquele espaço, testemunha de centenas de milhares de anos de conflito.
Para ele, porém, o jogo atual mostra essa tecnologia como um metal brilhante, com aparência de algo construído há poucos anos, e não como uma relíquia ancestral. Lehto ainda compartilhou uma imagem comparativa para ilustrar sua crítica.
O menu principal também entrou na mira
O anel Halo é praticamente um símbolo da franquia para quem acompanha a série: é a primeira coisa que aparece na tela ao iniciar o jogo, acompanhada da já conhecida melodia coral que toca no menu principal.
Justamente por causa dessa importância simbólica — que ajuda a estabelecer o tom da experiência logo de cara para novos jogadores —, Lehto se mostrou especialmente incomodado com essa cena específica. Segundo ele, o anel deveria transmitir a sensação de algo massivo, sombrio, misterioso e ao mesmo tempo repleto de fascínio, mas o resultado atual lembra mais um brinquedo novo e brilhante: fora de escala, sem mistério algum e visualmente pouco atraente, na visão do cocriador.
Uma mudança também no cenário de fundo

Lehto também apontou uma alteração no pano de fundo que envolve o anel. Segundo ele, o cenário original era mais sóbrio e discreto, enquanto a nova versão contraria a própria mitologia da série: de acordo com a cronologia estabelecida, o anel Halo visitado pelo Chief no primeiro jogo fica localizado bem nos limites externos da Via Láctea — um detalhe que, segundo Lehto, não estaria sendo respeitado corretamente no visual atual do menu.
Nem tudo é nostalgia cega
Vale destacar que Lehto reconhece que a própria Bungie, estúdio original por trás da franquia, também não tinha uma direção artística totalmente consistente para os Forerunners lá em 2000. Ainda assim, ele acredita que, dessa vez, a Halo Studios foi longe demais na direção errada.
Por que essa crítica específica pesa mais
Diferente de reclamações genéricas vindas de qualquer canto da internet, a opinião de Lehto carrega peso justamente por ele não ser alguém que critica o jogo por hábito.
Antes do lançamento, ele havia se mostrado bastante entusiasmado com o projeto como um todo — o que reforça o quanto o resultado final parece tê-lo desagradado nesse aspecto específico.
Resta saber se a Halo Studios vai levar essas críticas em consideração para o remake de Halo 2, projeto que já parece praticamente confirmado. Lehto não trabalha oficialmente na franquia desde 2011, mas, dado seu papel histórico na criação da série, não seria surpresa se a Xbox e a Halo Studios decidissem prestar atenção às suas ressalvas.






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