X-Men: MCU precisa trazer principal triângulo amoroso – não aquele

Andre Luiz

Os X-Men estão chegando ao MCU, e a Marvel finalmente revelou boa parte do elenco principal durante a D23.

Christopher Abbott foi confirmado como o Professor X, Inde Navarrette como Vampira, e Maya Boyd como Tempestade. Completam o time Sadie Sink como Jean Grey, Samara Weaving como Emma Frost e Kit Connor como Ciclope. Ainda faltam anúncios, mas o núcleo do time já está definido.

Uma pista escondida

Chama a atenção o fato de dois nomes confirmados, Abbott e Weaving, já terem vivido mentores de equipes mais jovens em outros projetos. Enquanto isso, Adam Driver foi anunciado como Nathaniel Milbury, um dos nomes usados pelo geneticista Sr. Sinistro nos quadrinhos.

Ele adotou essa identidade durante o período em que comandava um orfanato e fazia experimentos em Scott Summers quando criança. Tudo indica que o primeiro filme dos X-Men no MCU vai funcionar como uma origem para Ciclope.

É maravilhoso estar aqui e finalmente poder falar sobre essa personagem depois de meses de especulação.

A frase é de Sadie Sink, durante a apresentação oficial do elenco na D23. A atriz já havia estreado como Jean Grey em Homem-Aranha: Um Novo DIa, e a expectativa em torno de sua personagem só cresceu desde então.

Os X-Men sempre foram uma novela mutante

O MCU costuma evitar tramas românticas mais ousadas, mas essa fórmula dificilmente vai se sustentar com os X-Men. A franquia é conhecida por funcionar quase como uma novela.

Os próprios personagens já admitiram, nos quadrinhos, o quanto as relações dentro da escola de Charles Xavier costumam ficar embaraçosas, já que praticamente todo mundo se envolve romanticamente em algum momento.

Ciclope, por sinal, parece ser um ímã para telepatas. Ele é mais conhecido pelo relacionamento com Jean Grey, que rendeu um dos triângulos mais famosos dos quadrinhos ao lado de Wolverine. Só que o caso psíquico dele com Emma Frost também virou um romance popular, e até Psylocke tentou seduzi-lo nos anos 1990.

Kit Connor em Heartstopper, o futuro Ciclope do MCU – Reprodução/Netflix

Nos quadrinhos, o personagem é retratado como um líder carismático e um estrategista habilidoso. Isso contrasta com a versão mais apagada que os filmes da Fox costumavam entregar.

Um triângulo diferente

Existe bastante especulação sobre se o MCU vai repetir o clássico triângulo entre Ciclope, Jean Grey e Emma Frost. Parece improvável, já que o estúdio aparentemente aposta em um Ciclope adolescente ao lado de uma Emma Frost bem mais madura.

É mais provável que Xavier e Emma se tornem rivais, cada um comandando escolas com filosofias distintas de treinamento para mutantes. Algo parecido já aconteceu na revista Novos Mutantes, nos anos 1980.

Se essa leitura estiver certa, a Marvel pode estar se inspirando em um dos desenhos mais queridos da franquia, X-Men: Evolution, que colocava X-Men e Irmandade competindo na mesma escola. A série brincou com um triângulo diferente: Vampira nutria uma paixão por Ciclope, que só tinha olhos para Jean. Era trágico, mas funcionava muito bem como plot.

O poder de Vampira é simples: ela absorve memórias e habilidades de quem toca. Normalmente é algo que ela mal controla, o que cria uma conexão simbólica com Ciclope, famoso por não conseguir dominar seus próprios raios ópticos. Do ponto de vista narrativo, uma paixão platônica por alguém inatingível também carrega um peso dramático interessante.

O caminho dos mutantes no MCU

Com Inde Navarrette confirmada como Vampira ao lado de Sink e Connor, fica fácil imaginar a Marvel construindo essa dinâmica logo de cara. Isso daria a Ciclope não um, mas dois interesses amorosos, assumindo de vez o tom de novela adolescente que sempre definiu os X-Men nos quadrinhos.

Isso ajudaria a diferenciar a franquia mutante do restante do universo compartilhado. O próprio arco de Jean Grey adaptado em X-Men: Fênix Negra já trouxe um retrato mais trágico do romance entre Ciclope e Jean nos cinemas.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que um ator encara Charles Xavier como um personagem mais ambíguo. James McAvoy já havia explorado esse lado do professor em entrevistas sobre o filme, algo que Christopher Abbott provavelmente também vai revisitar à sua maneira, como o próprio ator de Professor X já comentou no passado.

Esqueça Wolverine, esqueça Emma Frost. Existe uma opção mais rica de drama já disponível para a Marvel, e ela pode ajudar os X-Men a se destacarem dentro do MCU.

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