Não há qualquer disputa de qualidade entre os dois filmes. Ainda assim, alguns fãs andam traçando paralelos de conteúdo entre Mulher-Maravilha 1984 e o terror Obsessão. A pergunta que fica: tirando o elemento super-heroico, o enredo de Diana Prince não se aproxima do que aconteceu na trama de terror?
A diferença estaria apenas na ausência dos elementos que tornaram o segundo filme tão perturbador e bem-sucedido.
De onde vem a comparação
A publicação que reacendeu o debate circulou no X e resgatou uma cena específica. Trata-se da forma como Diana traz Steve Trevor de volta em Mulher-Maravilha 1984, usando o corpo de outro homem sem qualquer consentimento dele.
O paralelo traçado envolve o desejo do personagem Bear em Obsessão, de que Nikki o amasse mais do que qualquer coisa no mundo. Esse mesmo momento já intrigava fãs quando o filme da DC estreou, já que a atitude de Diana parece destoar completamente de seu caráter. A estranheza cresce ainda mais quando colocada ao lado das ações do vilão do terror como espelho.
Nas redes, um usuário resumiu bem a estranheza geral. Segundo ele, essa cena foi a primeira coisa em que pensou ao questionar por que a produção não fez Steve simplesmente reaparecer do nada, opção que nem seria mais inverossímil dentro do contexto do filme.
A semelhança é real, mas a intenção é bem diferente
Chamar Diana de “o Bear original” é exagero, apesar das ações parecidas entre os personagens. Mulher-Maravilha 1984 claramente não nasceu como crítica social nem como terror. Já Obsessão se centra justamente na falta de autonomia de uma mulher sobre o próprio corpo e vida.

Bear é um vilão disfarçado de “cara legal”, sem qualquer consideração pelo que Nikki sofre enquanto observa os eventos, presa dentro da própria mente. No filme da DC, a escolha funciona de um jeito bem mais desajeitado. Serve como forma de mostrar a luta de Diana sozinha num mundo moderno, sem boa parte do que a mantinha ancorada à própria identidade como heroína e como pessoa.
Diana até tem uma vida nos anos 80, mas comparada à que vivia antes, ela soa vazia. O tema já rendeu discussões próprias sobre os detalhes por trás do retorno de Steve Trevor, especulados antes mesmo da estreia do filme.
Consequências exploradas de um lado, ignoradas do outro
Outros fãs concordaram que a escolha de trazer Steve de volta habitando a vida atual da Mulher-Maravilha foi estranha para uma heroína até então inabalável. Muitos questionaram por que a magia antiga do universo não ofereceu alternativas menos problemáticas para reunir o casal.
Um comentário resumiu bem tanto as diferenças quanto as semelhanças entre os dois filmes. A diferença central estaria em como cada um lida com as consequências das próprias escolhas: um filme as explora a fundo, o outro simplesmente as ignora. É exatamente isso, segundo o comentário, que separa uma obra bem-sucedida da outra.
Mulher-Maravilha 1984 já acumulou mais críticas negativas do que elogios ao longo dos anos. O Ei Nerd explorou detalhadamente essa questão ao analisar os bastidores conturbados da produção e do lançamento do longa. Diante disso, chama atenção o fato de essa escolha específica ter passado tão despercebida pela crítica na época do lançamento.






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