Os Animes dos Anos 90: Os Clássicos Que Mudaram Tudo!

Luiz Gustavo Gonçalves

Se você aí acha que ‘Demon Slayer’, ‘Jujutsu Kaisen’ ou ‘Chainsaw Man’ são o ápice… eu tenho uma notícia pra você: os animes dos anos 90 foram simplesmente outro nível. E não é nem questão de opinião — é questão de impacto, de legado e de tudo que veio depois.

A real é que tudo que a gente tem hoje só existe porque os animes dos anos 90 capinaram esse mato antes. Não importa o sucesso atual, seja ‘One Piece’, ‘Solo Leveling’ ou qualquer outro — sem aquela geração, nada disso seria igual. E digo mais: os animes daquela época tinham um cuidado que hoje é raro de ver.

Era tudo feito à mão, frame por frame, com um nível de dedicação quase absurdo. A produção em massa era menor e o espaço para arte era maior. Cada cena era pensada para durar décadas. Obras como ‘Akira’ são a prova disso: um filme que até hoje parece atual de tão bem feito. Os caras não estavam criando algo para só ser consumido, vendido e esquecido. Era o oposto!

Claro, muitas vezes tinha enrolação, tinha ritmo lento… mas em troca, existia alma, identidade e peso emocional. E agora se prepara, porque a lista que vem aí é simplesmente lendária.

Dragon Ball Z’: O maioral dos animes nos anos 90

Se existe um anime que representa os anos 90, esse anime é Dragon Ball Z. Isso aqui era um evento mundial, na verdade.

Era parar tudo, sentar na frente da TV e torcer como se fosse final de campeonato. E o mais louco é que a fórmula era simples: luta, evolução e salvar o mundo. Só que essa simplicidade era justamente o segredo. Qualquer pessoa conseguia se conectar. E quando o Goku virou Super Saiyajin pela primeira vez… meu amigo, aquilo ali foi um divisor de águas.

A jornada do Goku é sobre ultrapassar limites o tempo todo, mesmo quando não parece possível. E poucos animes conseguiram criar momentos tão icônicos quanto a Genki Dama. Gente levantando a mão na sala de casa pra ajudar o Goku… isso é impacto cultural real. Existe um antes e um depois de ‘Dragon Ball Z’. E até hoje, praticamente todo anime de luta bebe dessa fonte.

Dragon Ball Z anime
Reprodução – Toei Animation/Dragon Ball Z

Rurouni Kenshin’: Assassinato não é o ideal, mas aconteceu

Aqui a gente entra em outro nível de profundidade. ‘Rurouni Kenshin’, ou melhor, ‘Samurai X’, não é só um anime de samurai. É uma história sobre redenção e culpa.

Kenshin Himura foi um assassino lendário. Só que ele decide nunca mais matar ninguém. E isso muda completamente o peso da história, porque cada luta vira um dilema moral. Ele é forte o suficiente pra vencer qualquer um… mas escolhe não matar. E isso dá uma carga emocional absurda pra narrativa. O passado dele nunca vai embora, nunca deixa ele em paz. Cada inimigo, cada batalha, tudo tem consequência.

Quando chega no confronto com Shishio… esquece. Aquilo ali era um choque de ideologias. ‘Samurai X’ era a prova que anime pode ser profundo, reflexivo e ainda assim muito empolgante.

Samurai X
Reprodução – Studio Gallop e Studio Deen

Pokémon’: O fenômeno que mudou o mundo

Pode falar o que quiser… mas Pokémon’ foi um fenômeno absurdo. Isso aqui era um universo inteiro dominando o mundo.

Jogo, carta, brinquedo, série… tudo girava em torno disso. E no meio de tudo, uma história simples: um garoto que quer ser o melhor. Só que essa simplicidade foi o que conquistou o mundo. Ash e Pikachu viraram ícones globais. E o mais impressionante é como ‘Pokémon’ conseguiu conectar gerações inteiras. Amizade, jornada, crescimento, tudo em meio a um mundo fantástico de criaturas impressionantes.

Quem nunca ficou frustrado com as derrotas do Ash? Ou emocionado com o Butterfree? Ou vibrou quando o Charizard apareceu pra salvar o dia? Isso aqui é memória coletiva, cara.

Pokémon anime
Reprodução – Nintendo/Pokémon

Digimon Adventure’: Tipo Pokémon, só que sem frescura

Muita gente tratava ‘Digimon Adventure’ como rival de Pokémon… mas quem assistiu sabe: a proposta era bem diferente. Enquanto ‘Pokémon’ era mais leve e contínuo, ‘Digimon’ focava muito mais em crescimento emocional e amadurecimento. Cada criança tinha seus próprios conflitos, medos e traumas.
E o mais interessante é que os Digimons evoluíam junto com esses sentimentos. As despedidas, os sacrifícios… cara, isso batia forte.

E vamos combinar: os monstros aqui eram muito mais insanos. Enquanto Pokémon tinha um visual mais amigável, Digimon metia criaturas com armas, formas bizarras, sexys e até conceitos mais pesados. Sem contar as trilhas sonoras e evoluções, que até hoje arrepiam.

Digimon adventure
Reprodução – Toei Animation/Digimon Adventure

Neon Genesis Evangelion’: Robô gigante e depressão

Agora prepara o psicológico. ‘Neon Genesis Evangelion’ começa como um anime de robôs gigantes… e vira uma análise profunda da mente humana. O Shinji não é um herói tradicional. Ele é inseguro, confuso, emocionalmente quebrado.

E isso torna tudo muito mais real e desconfortável. Evangelion não quer só te entreter — ele quer te fazer pensar. Quer te jogar dentro da cabeça do personagem e te deixar preso lá. É aquele tipo de obra que divide opiniões, mas que marcou história justamente por ousar ser diferente. E é icônica!

Neon Genesis Evangelion
Reprodução – Studio Khara

Ghost in the Shell’: O anime que preveu o futuro

Ghost in the Shell’ é um daqueles animes que muita gente não viu… mas que influenciou praticamente tudo. Aqui o foco é identidade, tecnologia e o que significa ser humano. A Major Motoko questiona a própria existência em um mundo onde humanos e máquinas se misturam. Onde se encontra a humanidade se a presença das máquinas é cada vez maior?

E o mais louco é que essa discussão só ficou mais atual com o tempo. O anime praticamente previu várias questões que a gente debate hoje. A influência é tão grande que obras como Matrix beberam diretamente dessa fonte. É um clássico obrigatório pra quem curte ficção científica.

Ghost in the Shell
Divulgação – Netflix/Ghost in the Shell

Cavaleiros do Zodíaco’: Porrada é bom, mas entre deuses… melhor ainda

Cavaleiros do Zodíaco’ pode até ter começado antes… mas foi nos anos 90 que ele virou um fenômeno, principalmente no Brasil. O diferencial aqui era a pegada mitológica. Não era só luta, porque parecia que você estava assistindo deuses brigando.

Os personagens lutavam em um nível surreal. Golpes na velocidade da luz, manipulação de dimensões, poderes cósmicos… era outro patamar. E isso criava uma experiência única. Todo mundo tinha seu cavaleiro favorito. Todo mundo torcia, vibrava, se emocionava. Fora o design e as trilhas sonoras icônicas, né? Aliás, todos dessa lista podem se gabar de uma trilha sonora que fez história.

cavaleiros do zodíaco saint seiya
Divulgação – Toei Animation/Saint Seiya

Yu Yu Hakusho’: O “tio” dos animes modernos

Agora segura, porque aqui vem um dos maiores de todos: Yu Yu Hakusho. Esse anime foi base pra praticamente tudo que veio depois: ‘Naruto’, ‘Bleach’, ‘Jujutsu Kaisen’… todos beberam dessa fonte.

A história começa com um delinquente que morre tentando salvar alguém. E daí nasce uma jornada incrível de evolução, amizade e redenção. Mas o segredo está nos personagens. Yusuke, Kuwabara, Hiei, Kurama… cada um tem um peso emocional absurdo. E quando chega no Torneio das Trevas… meu amigo, aquilo ali é simplesmente lendário. Estratégia, tensão, emoção — é impossível não se envolver.

No fim das contas, os anos 90 não foram só bons. Eles foram o alicerce de tudo que a gente ama hoje nos animes. E aí eu te pergunto: será que os animes atuais superaram essa era… ou ainda estão tentando chegar lá?

Yu Yu Hakusho
Divulgação – Studio Pierrot/Yu Yu Hakusho
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