Motoqueiro Fantasma: Peter Jordan conta a saga de Johnny Blaze

Andre Luiz

Poucos personagens da Marvel tiveram a mitologia reescrita tantas vezes quanto este. Um vídeo do Ei Nerd destrinchou a trajetória de Johnny Blaze, o primeiro Motoqueiro Fantasma da Marvel, desde a estreia em 1972 até o posto que ele ocupa atualmente nos quadrinhos.

O começo marcado por perdas

A tragédia acompanha o personagem desde criança. Ele perdeu o pai, Barton Blaze, num acidente durante um espetáculo de acrobacias, o que lhe rendeu um trauma duradouro com motocicletas.

A adoção veio em seguida. Crash e Mona Simpson o criaram ao lado da filha deles, Roxanne, que se tornaria o grande amor de sua vida, mas outra perda selou o destino. Mona morreu em novo acidente, e o rapaz prometeu a ela abandonar as pistas, promessa que lhe custou fama de covarde entre os colegas.

O pacto que deu errado

O diagnóstico do pai adotivo mudou tudo. Diante do câncer de Crash Simpson, o jovem recorreu a um livro de rituais e invocou o próprio diabo. O acordo tinha termos simples: a alma dele em troca da cura da doença.

A armadilha estava nas entrelinhas. A cura veio, mas Crash morreu dias depois numa acrobacia mal calculada, o que cumpria a letra do contrato sem entregar o que Johnny realmente queria.

A intervenção que virou maldição

A cobrança veio logo. Quando o demônio apareceu para levá-lo, foi Roxanne quem o salvou, graças à pureza do coração dela. A salvação novamente teve preço. O rapaz escapou do inferno, mas passou a se transformar todas as noites na criatura flamejante que todos conhecemos.

A explicação para os poderes mudou com o tempo. A Marvel atribuiu a maldição ao demônio Zarathos, depois trocou Satã por Mephisto para evitar leitura religiosa, e décadas mais tarde reescreveu tudo novamente.

Mephisto
Mephisto – Reprodução/Marvel Comics

A reviravolta que virou o jogo

A maior guinada veio em 2006, com o roteirista Jason Aaron. Ele revelou que o responsável pela maldição não era o diabo, e sim um arcanjo chamado Zadkiel. Aquilo inverteu a natureza do personagem. O Espírito da Vingança deixou de ser entidade demoníaca e passou a ser arma celestial, criada para vingar almas inocentes.

O vilão tinha ambição própria. Ele queria absorver o poder de todos os portadores para tomar o trono divino, plano que levou os irmãos Blaze e Danny Ketch, outra versão do Motoqueiro Fantasma, a se aliarem contra ele.

O posto que ele ocupa hoje

A virada mais recente aconteceu durante a saga de 2018, quando o personagem foi levado ao inferno como parte de um plano arquitetado por Wong.

O resultado foi o mais improvável possível. Ele destronou Mephisto e assumiu o comando do próprio inferno, cargo que mantém enquanto enfrenta outros senhores demoníacos. A briga por aquela cadeira segue nas revistas. O olhar da penitência e o fogo infernal continuam entre as armas mais temidas do personagem.

E esse é só um resumo! Confira a saga de Johnny Blaze recontada por Peter Jordan no canal do Ei Nerd:

A distância entre papel e tela

Quem conhece o Motoqueiro Fantasma só do cinema tem visão parcial. O filme de 2007 simplificou bastante a origem e deixou de fora praticamente toda a mitologia dos anjos e dos medalhões.

Registramos por aqui o momento da carreira em que Nicolas Cage vivia papéis como aquele, fase que rendeu bilheteria mas pouca fidelidade às páginas. Outros atores já foram cogitados para o papel, como quando mostramos a reação de um veterano de séries de terror aos boatos que o ligavam ao personagem, especulação que circulou por anos.

Uma nova adaptação do Motoqueiro Fantasma está a caminho. Ryan Gosling assume o personagem em produção da Marvel Studios, ainda sem data divulgada.

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