O Haki do Conquistador sempre pareceu um dom reservado a figuras lendárias, mas One Piece pode ter mudado essa lógica. Uma análise propõe que a habilidade depende menos de sangue especial e mais de uma crença firme no próprio valor.
No começo, as Frutas do Diabo eram a grande fonte de força da aventura de Monkey D. Luffy. Depois, o Haki de Armamento e o Haki de Observação ampliaram o sistema de poderes, numa lógica próxima à do Chakra de Naruto e à do Nen de Hunter x Hunter. Já o Haki do Conquistador estreou com Shanks e parecia exclusivo de gente destinada a reinar.
A lição de Mihawk e o caso Zoro
Roronoa Zoro já havia usado o poder sem querer contra King e Kaido, em Wano. Com a chegada dos Cavaleiros de Deus, dominá-lo virou questão de sobrevivência, já que ele é essencial para feri-los. Zoro compreendeu o conceito graças a Dracule Mihawk: ter o Haki do Conquistador exige um senso de si mesmo.
O Ei Nerd já comentou a crítica de Gaban ao controle precário do espadachim sobre essa habilidade, em julho.

Sanji, o segundo teste da teoria
Sanji nunca exibiu o Haki do Conquistador, embora Scopper Gaban tenha dito que ele tinha qualidades para isso. Um flashback no Reino Kamabakka mostrou um cozinheiro sem amor-próprio, que sacrificava o próprio corpo pelos outros. Essa falta de confiança que o bloqueava, e agora, ao começar a se valorizar, ele estaria caminhando para despertar o poder.
A tese conversa com o que o site já apontava sobre o capítulo 1187 e o obstáculo da autodepreciação de Sanji, embora, é bom frisar, a concessão do poder siga apenas como possibilidade.
O poder que fala de gente
Se a leitura estiver certa, Luffy, Barba Branca, Shanks, Gol D. Roger e Loki teriam em comum a autoestima inabalável. Isso humaniza um poder que parecia puramente místico e aproxima o público dos personagens, o que é positivo. Por outro lado, a explicação pode reduzir parte do mistério do poder.
Para a história, o efeito prático é direto. Zoro e Sanji precisam alcançar esse patamar para acompanhar Luffy na luta contra os Cavaleiros de Deus, algo que o Ei Nerd explorou em setembro. Portanto, o desenvolvimento emocional dos dois pode valer tanto quanto qualquer técnica nova.



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