A franquia Onimusha está prestes a viver seu momento mais importante em duas décadas. Em 4 de setembro de 2026, a Capcom lança Onimusha: Way of the Sword, primeiro capítulo principal da série desde 2006. O jogo chega para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. Portanto, este é o momento perfeito para relembrar todos os títulos que construíram o legado da saga de samurais e demônios.
O começo de tudo no PlayStation 2

Lançado em 2001, Onimusha: Warlords apresentou ao mundo o samurai Samanosuke Akechi e a Manopla Oni, artefato capaz de absorver as almas dos demônios derrotados. A estrutura lembrava os primeiros Resident Evil, com câmeras fixas e quebra-cabeças, mas o foco estava na ação com espadas. O resultado foi histórico: o título se tornou o primeiro jogo de PlayStation 2 a ultrapassar 1 milhão de unidades vendidas.
Em 2002, o Xbox recebeu Genma Onimusha, versão expandida do original com novos inimigos e ajustes de jogabilidade. Já em 2019, um remaster levou o clássico para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC, reapresentando a aventura a uma nova geração de jogadores.
Onimusha 2 e o auge da era clássica

Onimusha 2: Samurai’s Destiny, de 2002, trocou de protagonista e apostou no espadachim Jubei Yagyu, em uma jornada de vingança contra Nobunaga Oda. Com sistema de afinidade entre aliados e caminhos narrativos alternativos, tornou-se o capítulo mais vendido da série. Além disso, o jogo ganhou um remaster em maio de 2025, disponível nas plataformas atuais.
Dois anos depois, Onimusha 3: Demon Siege ousou como poucos jogos da época. A trama de 2004 uniu Samanosuke ao policial francês Jacques Blanc, interpretado digitalmente pelo ator Jean Reno, em uma história de viagem no tempo entre o Japão feudal e a Paris contemporânea.
Onimusha 3 se tornou o favorito da maioria dos fãs, com uma trama que une passado e presente. Quase um crossover entre Onimusha e Resident Evil. Fora isso, a abertura desse jogo impressiona até hoje.
Dawn of Dreams encerrou um ciclo

Em 2006, Onimusha: Dawn of Dreams fechou a fase clássica da franquia no PlayStation 2. Ambientado anos após a queda de Nobunaga, o game apresentou o guerreiro Soki e adotou uma câmera mais moderna, além de aliados controláveis durante a aventura. O jogo também introduziu mais elementos de RPG e uma trama mais robusta. O que fez muitos estranharem por ser muito diferente da trilogia anterior.
Apesar da boa recepção, foi o último capítulo principal lançado até agora. Consequentemente, a série ficou adormecida por duas décadas no campo dos grandes lançamentos.
Os spin-offs que expandiram o universo
A Capcom também explorou gêneros alternativos. Onimusha: Blade Warriors, lançado em 2003 no Japão e em 2004 no Ocidente, transformou a saga em um jogo de luta para PlayStation 2. O elenco reunia heróis e vilões da série em combates diretos, com direito a participações especiais de outros personagens da própria Capcom.
No mesmo período, Onimusha Tactics marcou a estreia da franquia em um console da Nintendo. O RPG tático de Game Boy Advance, lançado em 2003, acompanhava o jovem Onimaru em batalhas por turnos contra os exércitos Genma de Nobunaga.
Por fim, Onimusha: Soul apostou em outro formato em 2012. O jogo de estratégia para navegadores, lançado apenas no Japão, misturava simulação do período Sengoku com personagens clássicos da série. Os servidores foram desligados em 2017, encerrando a experiência de forma definitiva.
O que aconteceu nos últimos 20 anos?
A franquia Onimusha ficou afastada dos games por exatos 20 anos. Mas ela não ficou parada. De lá pra cá, a série ganhou materiais extras fora dos jogos. Como por exemplo, os mangás Night of Genesis e Twilight of Desire, ambos servindo como prequel para Onimusha: Dawn of Dreams.
Fora isso, se destaca o anime lançado para a Netflix. Protagonizado por Miyamoto Musashi. Inclusive, com a introdução do mesmo personagem mais jovem no novo jogo, fica a dúvida se o anime é canônico. Mesmo assim, vale a recomendação.
O que esperar de Onimusha: Way of the Sword
O novo capítulo coloca os jogadores na pele de Musashi Miyamoto, o mais lendário espadachim do Japão. A aventura se passa em uma Kyoto do início do período Edo corrompida pela Malícia, energia sombria que atrai os monstruosos Genma. Desenvolvido na RE Engine, o título aposta em combates viscerais com aparos, contra-ataques e a tradicional absorção de almas.
A confiança da Capcom é tanta que o lançamento foi antecipado de 25 para 4 de setembro de 2026. Uma demo gratuita já está disponível e inclui o embate contra o rival Sasaki Ganryu. Para os fãs, o retorno representa mais do que nostalgia: é a chance de ver uma das séries mais queridas do PS2 renascer com tecnologia de ponta. Para a Capcom, o sucesso pode consolidar a estratégia de reativar franquias adormecidas, movimento que também inclui o novo Okami. Se der certo, dificilmente os samurais voltarão a descansar por tanto tempo.





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