Produtor e co-CEO da DC Studios falou à imprensa no Rio de Janeiro no último dia 15 de junho, véspera da estreia mundial da produção
Na segunda-feira, 15 de junho, Peter Safran — produtor e co-CEO do estúdio — sentou diante da imprensa para responder algumas perguntas. E nisso, ele respondeu uma das questões que mais intrigava os fãs desde o anúncio do novo Universo DC: por que trazer a Supergirl tão cedo, logo na segunda entrada da nova fase?
A resposta de Safran não passou pelo marketing ou pela lógica comercial. Ela começou, antes de tudo, pelo peso do personagem.
“A Supergirl é uma personagem extremamente importante para a DC”, afirmou o executivo, pontuando que o público já havia tido um primeiro contato com Kara Zor-El em Superman — o filme que inaugurou o novo universo em julho de 2025. Para ele, porém, aquela breve aparição foi apenas uma janela entreaberta. Havia muito mais a ser contado.
Trauma como motor narrativo

Safran foi direto ao descrever o que motivou a pressa em aprofundar a história da personagem. Segundo ele, as tragédias e os traumas vividos por Kara representavam um terreno narrativo rico demais para ser adiado. O objetivo era mostrar a heroína em um processo genuíno de descoberta — encontrando seu lugar no universo, construindo sua identidade.
“Quem é a Supergirl?” — essa, segundo o produtor, era a pergunta central que a equipe precisava responder. E a resposta não viria de fórmulas, mas de uma história bem construída.
A peça que faltava: o roteiro
Se há um fio condutor claro na fala de Safran, ele passa pela fidelidade ao processo criativo. O produtor foi enfático: tanto ele quanto James Gunn, seu parceiro na co-presidência da DC Studios, tomam decisões com base em roteiros — não em estratégia de franquia ou calendário de lançamentos.
“Para nós, para James e para mim, somos guiados pelos roteiros. Só concordamos em fazer um filme quando temos um roteiro excelente”, declarou Safran.
E foi exatamente isso que aconteceu com Supergirl. A roteirista Ana Nogueira — que tem raízes no Brasil e cujo nome foi celebrado durante toda a passagem da equipe pelo Rio — entregou o que Safran chamou de “uma primeira versão de roteiro simplesmente fantástica”. Diante do material, a decisão foi imediata: esse seria o próximo filme.
A Super-família como arco maior

Além da personagem e do roteiro, há um terceiro elemento na equação: a narrativa expandida que a DC Studios vem construindo. Safran deixou claro que Supergirl não é um projeto isolado, mas parte de um arco mais amplo centrado na chamada Super-família — o grupo de personagens ligados ao legado kryptoniano.
Segundo o produtor, essa é a história maior que o estúdio está tecendo agora pelo DCU, e Kara Zor-El ocupa um lugar central nessa construção. Trazer a Supergirl logo no segundo capítulo não foi uma aposta impulsiva, mas um passo intencional dentro de um plano de longo prazo.
Rio de Janeiro, mais uma vez no mapa da DC
A coletiva do dia 15 marcou o encerramento de uma passagem de três dias da equipe pelo Brasil. Milly Alcock, protagonista do filme, o diretor Craig Gillespie e a própria Ana Nogueira também estiveram presentes nos compromissos de divulgação, que incluíram um fan event no Museu do Amanhã no domingo anterior, com cerca de 2.000 pessoas.
A escolha do Rio como praça de divulgação repete o movimento feito em 2025, quando James Gunn e o elenco de Superman visitaram a cidade antes da estreia. Para Safran, o Brasil claramente ocupa um lugar especial na agenda global da DC Studios — e a receptividade do público local parece confirmar que o sentimento é recíproco.
Supergirl chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho de 2026, com sessões também em salas IMAX.



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