Resident Evil Requiem e Veronica terão DLCs gigantescas, afirma insider

Vinicius Miranda

Insider afirma que a Capcom decidiu investir em expansões de história com várias horas de duração. A ideia seria preencher os intervalos entre os grandes lançamentos da franquia.

A Capcom teria encontrado uma solução para a ausência de jogos derivados de Resident Evil, e ela não passa por novos spin-offs. Segundo o insider Dusk Golem, conhecido por acertos sobre a franquia, a empresa decidiu nos últimos meses concentrar esforços em expansões de história robustas, com várias horas de duração, para “Resident Evil Requiem” e para o aguardado remake de “Resident Evil Code: Veronica”. Vale o alerta de sempre: nada disso foi confirmado oficialmente pela Capcom, então trate como rumor.

O que diz o rumor sobre os DLCs de Resident Evil

A informação apareceu em publicações do perfil AestheticGamer, mais conhecido como Dusk Golem, na rede social X. Conforme o relato, a decisão seria recente e funcionaria como uma medida provisória diante da falta de derivados em produção. Além dos dois jogos citados, futuros títulos da série também poderiam receber o mesmo tratamento, encaixando-se melhor no cronograma atual do estúdio.

O detalhe mais interessante está na escala prometida. Segundo o insider, essas expansões teriam duração e ambição semelhantes às de “Separate Ways”, o conteúdo extra do remake de “Resident Evil 4”, e de “Shadows of Rose”, complemento de “Resident Evil Village”. Estamos falando de algo em torno de cinco a seis horas de campanha inédita, patamar bem acima do que a indústria costuma chamar de DLC pago.

Por que os spin-offs teriam ficado inviáveis

O relato também oferece uma explicação técnica interessante para o sumiço dos derivados. De acordo com Dusk Golem, a Capcom vem enfrentando dificuldades para produzir jogos secundários na era da RE Engine, a tecnologia interna que move todos os títulos desde “Resident Evil 7”. Séries como Revelations, Chronicles e Survivor nasceram em contextos de produção mais baratos, algo difícil de replicar hoje.

Em outras palavras, fazer um spin-off de orçamento menor com a mesma engine dos jogos principais deixou de compensar. Diante disso, a empresa teria concluído que vale mais a pena aplicar esse esforço em campanhas adicionais dos títulos grandes. Essa leitura, aliás, conversa diretamente com o que o produtor Masachika Kawata afirmou publicamente há poucos dias, ao explicar que as equipes estão totalmente ocupadas com novos capítulos e remakes.

A espera pode ser longa

Aqui vem o balde de água fria. O próprio insider avisou que essas expansões chegarão bem depois dos jogos que as originaram. A DLC de “Resident Evil Requiem”, lançado em fevereiro de 2026, estaria mirando o fim de 2027, quase dois anos após a estreia do título. Já a expansão de “Veronica” ficaria para algum momento de 2028, também mais de um ano depois do lançamento do remake.

A explicação para essa fila é simples: prioridade. Segundo o relato, a produção de “Resident Evil Veronica” está em regime de força-tarefa para tentar chegar ao primeiro trimestre de 2027. Se necessário, o lançamento poderia escorregar para o segundo trimestre, mas a meta interna seria a janela mais cedo. O remake do clássico de 2000 já está confirmado para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.

Muito conteúdo a caminho, mesmo sem derivados

Apesar da ausência de spin-offs, o cardápio da franquia segue farto. Além dos dois jogos e de suas eventuais expansões, circulam relatos de que um remake do “Resident Evil” original teria entrado em pré-produção. Por outro lado, a empresa aparentemente não demonstra interesse em refazer “Resident Evil 5” e “Resident Evil 6” no momento. Todas essas informações também carecem de confirmação oficial.

Para o jogador, a mudança de estratégia tem prós e contras claros. Do lado positivo, expansões de cinco horas amarradas a jogos aclamados tendem a entregar qualidade superior à de derivados de orçamento apertado. Quem jogou “Separate Ways” sabe o quanto esse formato pode render. Do lado negativo, perde-se a experimentação que os spin-offs proporcionavam, com protagonistas alternativos e formatos ousados fora do arco principal.

Há ainda a questão do tempo. Esperar quase dois anos por uma expansão significa que boa parte do público já terá seguido em frente quando ela finalmente chegar. Portanto, o desafio da Capcom será manter o interesse vivo em um intervalo tão longo, algo que a franquia vem conseguindo com sua cadência de remakes.

Se quiser mergulhar mais fundo no universo da série enquanto as novidades não chegam, vale conferir nossa lista com as piores epidemias dos games, que detalha a origem do temido T-Virus. E, para comparar como outras produtoras encaram o formato de grandes expansões, dá para revisitar o caso da expansão Shattered Space de “Starfield”. Por ora, resta aguardar um pronunciamento oficial da Capcom sobre esses planos.

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