Resident Evil bate recorde no Rotten Tomatoes com 96%

Vinicius Miranda

O novo “Resident Evil“, dirigido por Zach Cregger, chega aos cinemas nesta sexta-feira com um feito histórico. A produção alcançou a maior nota entre todos os filmes de videogame já lançados no Rotten Tomatoes.

Um gênero acostumado a decepcionar a crítica

Adaptações de videogame para o cinema vivem um momento de ascensão. “Minecraft”, “Super Mario Bros.” e “Sonic the Hedgehog” emplacaram passagens de sucesso nas bilheterias. Até títulos menos badalados, como “Monster Hunter”, conseguiram espaço nas telonas. Mas quando o assunto é aprovação da crítica especializada, o histórico do gênero costuma ser bem mais modesto.

É nesse cenário que o novo “Resident Evil” chega chamando atenção. Baseado em mais de 80 análises, o longa de Zach Cregger acumula 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. O feito torna a produção a mais bem avaliada da história dos filmes baseados em videogame, superando até mesmo nomes consagrados do gênero.

Como o novo filme se compara às adaptações anteriores

A franquia “Resident Evil” tem um histórico e tanto de idas ao cinema, começando com o primeiro longa em 2002. A série estrelada por Milla Jovovich acumulou seis filmes ao longo dos anos, mas nenhum deles chegou perto da recepção crítica desta nova versão. O “Resident Evil” original de 2002 tem 36% no Rotten Tomatoes, enquanto sequências como “Apocalipse” e “Extermínio” ficaram na casa dos 18% e 24%, respectivamente. Até o reboot “Boas-Vindas a Raccoon City”, de 2021, não chegou aos pés da nota atual.

Diferente das versões anteriores, este novo “Resident Evil” é uma história original, sem adaptar diretamente a trama de nenhum jogo da franquia Capcom. Zach Cregger, conhecido por “Barbarian” e “Weapons”, fez questão de deixar claro que o filme nasceu de um amor genuíno pela série. Ele já revelou anteriormente que nunca assistiu às adaptações anteriores por sentir que elas não capturavam a essência real dos games.

O que a crítica especializada está dizendo

Resident Evil – Divulgação / Sony Pictures

As primeiras análises destacam justamente esse equilíbrio entre respeito à fonte original e liberdade criativa. Uma das críticas publicadas no Rotten Tomatoes elogia Cregger por entregar uma adaptação de videogame que honra o material original sem parecer refém dele.

Veículos como The Hollywood Reporter e Variety também rasgaram elogios à direção. O destaque vai para a mistura entre terror genuíno e humor ácido, marca registrada do diretor. Nem todo mundo saiu satisfeito, claro. Algumas resenhas mais críticas apontam uma mudança de tom abrupta ao longo da projeção, dividindo opiniões sobre a coerência da narrativa.

A polêmica que ainda ronda os fãs mais nostálgicos

Apesar da recepção elogiosa da crítica, nem todos os fãs da franquia ficaram satisfeitos com os rumos da história. Boa parte do público segue incomodada com a ausência de personagens icônicos dos jogos, como Leon Kennedy, na trama do novo filme. Cregger já se pronunciou publicamente sobre a repercussão. Ele admitiu ter subestimado o tamanho da expectativa em torno de uma adaptação centrada no agente da polícia de Raccoon City.

O diretor reconheceu a frustração de parte do público. Mas reforçou que a decisão de contar uma história original foi consciente, e não uma tentativa de ignorar o carinho dos fãs pelos personagens consagrados da franquia.

O que esperar da estreia nos cinemas

Com “Resident Evil” chegando aos cinemas nesta sexta-feira, dois ingredientes prometem render boas discussões: a aprovação recorde da crítica e a polêmica em torno das escolhas narrativas.

Resta saber se o público em geral vai validar o entusiasmo dos críticos especializados. Ou, quem sabe, as ressalvas de parte da base de fãs mais tradicional acabam pesando na recepção geral do longa.

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