Star Wars: Rey Skywalker foi realmente um erro da franquia?

Andre Luiz

Sete anos após a divisiva estreia de A Ascensão Skywalker, o futuro de Rey nunca esteve tão incerto. Segundo uma análise do site ScreenRant, a Lucasfilm aparenta não saber como conduzir a personagem vivida por Daisy Ridley.

Para a publicação, a heroína, destinada a liderar uma nova geração, acabou deixada em segundo plano na franquia Star Wars.

Uma protagonista sem novos capítulos

De acordo com a análise, Rey foi apresentada como o rosto do futuro da saga, abençoada por ninguém menos que Luke Skywalker e Leia Organa. No entanto, desde A Ascensão Skywalker, a personagem não protagonizou uma grande série de quadrinhos, não estrelou um livro impresso de destaque, nem apareceu em um game canônico ou em uma produção do Disney+.

Sua única aparição notável foi na animação não canônica LEGO Star Wars: Rebuild the Galaxy. Para o veículo, é quase como se a Disney e a Lucasfilm tivessem receio de dar continuidade à sua jornada. Esse impasse frustra ainda mais os fãs, sobretudo após o retorno de Daisy Ridley ter sido celebrado como um grande evento.

O projeto que ficou no limbo

O filme provisoriamente intitulado Star Wars: New Jedi Order (Nova Ordem Jedi), anunciado na Star Wars Celebration 2023, prometia iniciar uma nova era. Dirigido por Sharmeen Obaid-Chinoy, ele se passaria 15 anos após A Ascensão Skywalker, com Rey já estabelecida como Mestre Jedi. Desde então, porém, o projeto permanece em desenvolvimento incerto.

Em vez disso, segundo o texto, a franquia recuou para um terreno mais seguro. A aposta foi em O Mandaloriano & Grogu, que não teve o desempenho esperado, e em Star Wars: Starfighter, aventura independente com Shawn Levy na direção e Ryan Gosling no elenco.

Star Wars Starfighter
Ryan Gosling em ‘Star Wars: Starfighter’ – Divulgação/Disney

Esse dilema de como continuar a história de Rey nas telonas já vinha sendo discutido como um dos maiores desafios da Lucasfilm.

Uma personagem que merece um desfecho

Para a análise, o sobrenome Skywalker acabou aprisionando Rey a um legado inalcançável, o que seria uma pena. A personagem teria potencial para servir de ponte entre a saga Skywalker e um futuro inexplorado, redefinindo o significado de ser um Jedi.

Uma comparação citada é a iniciativa editorial A Alta República, ambientada séculos antes de A Ameaça Fantasma.

Segundo a análise, a franquia vive um momento delicado, com nova liderança, um retorno difícil aos cinemas e constantes trocas de talentos nos bastidores. Nesse cenário, o retorno de Rey ofereceria o melhor dos dois mundos: a familiaridade da saga Skywalker somada à promessa de algo inédito, com uma nova ameaça capaz de substituir a antiga rivalidade com os Sith.

Existe ainda a possibilidade de que a Lucasfilm esteja apenas aguardando o aniversário de 50 anos da franquia, no ano que vem, para anunciar novidades. Rey poderia até passar o bastão a uma nova geração, em um papel semelhante ao de Luke em Os Últimos Jedi.

Ainda assim, tudo permanece no campo da especulação. Star Wars: Starfighter chega aos cinemas em 28 de maio de 2027. E você, gostaria de ver Rey de volta? Conte nos comentários!

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