O novo filme da DC estreou com avaliações mistas, e o roteiro virou o principal alvo dos críticos. A recepção reabriu a discussão sobre a liderança de James Gunn no estúdio.
O lançamento de “Supergirl” não saiu como a DC Studios esperava. O segundo filme do novo Universo DC chegou aos cinemas com avaliações mistas a negativas da crítica, e o roteiro de Ana Nogueira se tornou o ponto mais comentado. No agregador Rotten Tomatoes, o longa oscilou em torno de 60% de aprovação, número considerado abaixo do esperado para uma produção desse porte. O resultado reacendeu o debate sobre a gestão de James Gunn à frente do estúdio.
A repercussão ganhou força porque Gunn vinha defendendo, repetidamente, que a qualidade do roteiro seria o pilar da nova fase da DC. Por isso, parte do público e da imprensa passou a questionar essa promessa logo no segundo filme da empreitada.
O que dizem os críticos

Boa parte das resenhas seguiu uma linha parecida. Para muitos veículos, o roteiro é o elo mais fraco do filme. A Variety, por exemplo, publicou uma das análises mais duras, assinada pelo crítico Owen Gleiberman. Segundo o texto, Gunn defendia roteiros sólidos como a saída para a fadiga de super-heróis, mas teria entregue justamente o oposto nesta produção. O Hollywood Reporter também apontou um roteiro pouco distinto, enquanto a Deadline criticou o tom excessivamente sombrio.
Apesar do tom severo, há consenso em um ponto positivo. Milly Alcock, intérprete de Kara Zor-El, foi elogiada de forma praticamente unânime. Críticos destacaram seu carisma e sua entrega, mesmo quando o filme ao redor dela não convenceu. Os flashbacks no planeta Krypton e a participação de Jason Momoa como Lobo também receberam menções favoráveis.
Vale registrar que nem todas as resenhas foram negativas. Alguns veículos, como o CBR, viram em “Supergirl” uma entrada sólida no universo da DC, capaz de manter a franquia no rumo certo. A recepção, portanto, está longe de ser unânime.
As promessas de Gunn voltam à tona
O incômodo de parte dos fãs tem relação direta com declarações antigas do cineasta. Antes da estreia, Gunn chegou a classificar o roteiro de “Supergirl” de forma bastante entusiasmada.
O roteiro é incrível, foi muito além de tudo o que eu esperava.
Esse tipo de elogio, agora confrontado com as críticas, reacendeu velhas discussões. Não é a primeira vez que as preferências de Gunn destoam de parte do público. O próprio cineasta já se referiu ao filme “The Flash”, mal recebido por muitos, como um dos melhores que já viu. A diferença de percepção alimenta o ceticismo de quem acompanha o DCU.
Por outro lado, é importante lembrar do histórico recente. Produções como “Comando das Criaturas” (Creature Commandos), “Superman” e a segunda temporada de “Pacificador” (Peacemaker) foram bem avaliadas. Gunn, que construiu sua reputação com os filmes de “Guardiões da Galáxia” na Marvel, ainda tem crédito por esses acertos.
O que isso significa para o DCU

“Supergirl” é o primeiro filme do novo universo que Gunn não escreveu nem dirigiu. Ainda assim, ele aprovou o roteiro e elogiou o trabalho de Nogueira, que segue contratada para escrever “Jovens Titãs” (Teen Titans) e o reboot de “Mulher-Maravilha” (Wonder Woman). Por isso, as críticas ao roteiro acendem um alerta sobre os próximos projetos.
A agenda da DC segue cheia. O próximo lançamento é “Cara de Barro”, originalmente descrito como projeto pessoal de Mike Flanagan e depois entregue ao roteirista Hossein Amini e ao diretor James Watkins. Mais adiante, “Os Bravos e Destemidos” (The Brave and the Bold) ficou nas mãos do diretor Andy Muschietti e da roteirista Christina Hodson, justamente a dupla por trás de “The Flash”. Para parte da imprensa, essas escolhas reforçam as dúvidas sobre o alinhamento entre o gosto de Gunn e o do grande público.
Cedo para um veredito
Um único filme abaixo das expectativas não basta para condenar uma gestão. Gunn ainda tem trunfos importantes, como o olhar apurado para elenco, evidenciado justamente pela escolha de Alcock. Além disso, o público da DC já se mostrou animado em outros momentos da nova fase, como apontou a expectativa em torno do reinício do universo.
Ainda assim, a reação a “Supergirl” sugere um ponto de atenção. Para sustentar a confiança a longo prazo, talvez seja necessário equilibrar melhor a visão criativa com as expectativas de fãs e crítica. O desafio não é pequeno, mas Gunn já provou ter capacidade de virar o jogo, como mostrou em sua trajetória anterior na própria DC, com “O Esquadrão Suicida”.
O próximo grande teste será “Man of Tomorrow”, continuação de “Superman” prevista para 2027. Até lá, a DC tem tempo para ajustar a rota. “Supergirl” chega aos cinemas em 26 de junho de 2026, pela Warner Bros. Pictures.
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Confira nossa crítica de Supergirl:






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