X-Men ’97: trailer da 2ª Temporada deixa a timeline da série ainda mais confusa

Vinicius Miranda

O trailer da segunda temporada de “X-Men ’97” entusiasmou os fãs com a chegada de Apocalipse, viagens no tempo e um visual espetacular. Mas, junto com toda a animação, o vídeo também abriu uma caixa de pandora para quem acompanha a franquia de perto: a presença de Polaris e Anjo em uma fotografia histórica dos X-Men coloca em xeque a continuidade estabelecida tanto em “X-Men: A Série Animada” quanto na própria “X-Men ’97”. A segunda temporada estreia no Disney+ em 1º de julho de 2026.

O problema com Polaris

X-Men 97 – Divulgação / Marvel Animation

No trailer, uma imagem chama a atenção dos fãs mais atentos: Polaris, também conhecida como Lorna Dane, filha de Magneto com o poder de controlar o magnetismo, aparece em uma fotografia ao lado de Ciclope, Jean Grey, Homem de Gelo, Fera, Anjo e Professor X. Os trajes usados pelos personagens são diretamente inspirados nas histórias em quadrinhos do final dos anos 1960.

O problema é que, no universo de “X-Men: A Série Animada”, que “X-Men ’97” continua diretamente, a origem da Polaris estava bem estabelecida: ela deixou os X-Men junto com o Homem de Gelo e depois ingressou no X-Factor, onde conheceu e começou a namorar Destrutor, irmão do Ciclope. Essa foto, no entanto, a apresenta quase como uma membro fundadora da equipe ao lado dos cinco originais.

Duas interpretações são possíveis. A primeira é que a foto foi tirada durante um breve período em que Polaris fez parte da equipe. A segunda, levando em conta que a temporada envolve viagens no tempo por múltiplas eras, é que se trate de uma Polaris de uma linha do tempo alternativa, onde ela foi de fato a sexta integrante original dos X-Men. A voz da personagem na série é da atriz Neve Campbell, conhecida pela franquia “Pânico”.

A questão ainda maior com o Anjo

X-Men 97 – Divulgação / Marvel Animation

A situação de Polaris, por mais confusa que seja, é simples comparada ao que acontece com o Anjo, cujo histórico na série acumula contradições que já duravam desde a animação original.

Em “X-Men: A Série Animada”, Warren Worthington III foi apresentado como alguém que não conhecia os X-Men até ser manipulado por Mística e se tornar o Cavaleiro da Morte de Apocalipse. Depois, ao recuperar o controle, descobriu que um dia se tornaria membro da equipe, mas isso nunca foi mostrado na série.

Estranhamente, em episódios posteriores da mesma animação, o Anjo foi reescrito como um dos X-Men originais, descartando completamente o histórico anterior. Em “X-Men ’97”, essa contradição foi abraçada ainda mais diretamente: no primeiro episódio, Ciclope e Jean Grey observam um retrato dos cinco X-Men originais com o Anjo incluído, idêntico à formação clássica da edição #1 dos quadrinhos de 1963. E no novo trailer, ele aparece novamente na mesma fotografia com Polaris.

Ao contrário de situações de retcon que podem ser explicadas dentro da narrativa, o histórico do Anjo na franquia simplesmente não tem como ser reconciliado sem contradições explícitas. É um dos exemplos mais desconcertantes de reescrita de continuidade nas animações de super-heróis.

Como a segunda temporada pode resolver isso?

Com uma trama que atravessa o Egito de 3.000 a.C., o ano de 3960 d.C. e os anos 1990, as viagens no tempo de “X-Men ’97” temporada 2 abrem margem para que a série aborde ou pelo menos justifique essas inconsistências narrativas. Versões alternativas dos personagens em linhas do tempo diferentes poderiam explicar por que Polaris aparece como membro fundadora sem contradizer a continuidade estabelecida.

Outra questão aberta é a sobrevivência do Arcanjo. O personagem apareceu brevemente na Gala das Nações Unidas após o ataque dos Sentinelas em Genosha, ainda vivo. Como ele sobreviveu? Especula-se que o mesmo mecanismo que pode ressuscitar Gambit como Cavaleiro do Apocalipse seja responsável por isso.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA