A segunda temporada de X-Men ’97 vem dando pouco espaço ao Wolverine, mas o quinto episódio mudou o jogo. Ao mergulhar no passado do Projeto Arma X, a animação do Disney+ plantou uma referência importante: X-23, a clone e substituta do mutante nos quadrinhos.
Para os fãs, o aceno abre caminho para uma das melhores histórias da franquia.
O passado de Logan
Intitulado Arma X, Mentiras e DVDs, o episódio bebe diretamente das HQs noventistas do Wolverine, apostando em mais violência e sangue, e chegando a matar membros do Team X. Na trama, Logan quer recuperar seu adamantium e retorna ao projeto que o transformou. O local, porém, havia sido devastado por uma raça alienígena parasita, a Ninhada.
Enquanto a equipe vasculha os arquivos secretos do Arma X, a série apresenta em poucos segundos nada menos que onze personagens ligados ao programa. Em uma das cenas, Morfo passa os olhos por uma série de DVDs com nomes conhecidos, de Psi-Borg a Mastodon, além de uma aparição surpreendente do Soldado Invernal.
Não é novidade que a produção acumula referências, algo que ajudou a série a estrear com uma das melhores notas da história da Marvel.
Quem é Laura Kinney, a X-23
Entre tantas referências, uma empolgou especialmente os fãs: X-23. A personagem surgiu na animação X-Men: Evolution como uma clone feminina do Wolverine, criada para ser uma assassina. O sucesso foi tanto que ela migrou para os quadrinhos e, mais tarde, para o cinema.
Foi Dafne Keen quem a interpretou como a jovem Laura Kinney em Logan, papel que ela reprisou em Deadpool & Wolverine. Vale lembrar que aquele longa também precisou lidar com o emocionante desfecho de Logan, no qual o herói se sacrifica para salvar a garota.
A origem animada torna a menção em X-Men ’97 um momento de círculo completo. A personagem nasceu no desenho, ganhou os quadrinhos e o live-action e, agora, retorna à mais popular série animada dos mutantes dos últimos anos.

A herdeira do manto nos quadrinhos
Nas HQs, Laura Kinney se tornou a melhor substituta possível para o Wolverine. Em 2014, o personagem morreu ao ter seu fator de cura desativado e ser selado em adamantium derretido.
A Marvel então promoveu uma espécie de disputa entre candidatos ao posto, e a vencedora foi Laura, que já havia construído uma relação de pai e filha com Logan. Sob a pena do roteirista Tom Taylor, ela assumiu o manto na aclamada série All-New Wolverine.
Abandonar o codinome X-23 fez sentido dentro da narrativa. Mais do que um nome, era a designação desumanizadora imposta por quem a obrigava a matar. Ao herdar o título de Wolverine, Laura passou a honrar o legado de Logan em vez de carregar o peso de seu passado.
Isso vai acontecer na tela?
A grande questão é se X-Men ’97 levará a ideia adiante. A série tem o hábito de resgatar arcos de diferentes épocas dos quadrinhos e não teme desafiar o heroísmo de Logan, o que a torna terreno fértil para desenvolver a personagem. Por ora, no entanto, trata-se de especulação: a simples aparição em um easter egg não garante protagonismo futuro.
Parte do público também sonha em ver Dafne Keen como a nova Wolverine do MCU, possivelmente a partir de Vingadores: Guerras Secretas. Nada foi confirmado oficialmente, e uma transição definitiva no cinema parece improvável no curto prazo.
Ainda assim, a semente plantada por X-Men ’97 mostra que a franquia tem, sim, uma sucessora à altura, caso decida apostar nela. Os cinco primeiros episódios da temporada já estão disponíveis no Disney+, com novos capítulos lançados semanalmente.






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