Apocalipse atravessa cinco mil anos de história mutante pregando a sobrevivência do mais forte. Ao longo desse caminho, En Sabah Nur deixou uma linhagem confusa, espalhada por diferentes eras e universos.
Nem todo mundo que carrega esse legado é filho biológico dele. Alguns são clones, outros são herdeiros de um manto que passou de mão. Separamos abaixo quem é quem, dividindo por grau real de parentesco.
Os quatro filhos de Okkara
A linhagem mais antiga apareceu tarde nas HQs. Ela entrou no cânone durante a era Krakoa, quando Marvel reescreveu a origem de Apocalipse e revelou uma ilha mutante anterior a tudo, chamada Okkara.
Lá, En Sabah Nur governava ao lado da esposa Gênesis. Os dois tiveram quatro filhos, todos mutantes de nível ômega, batizados com os nomes que virariam sinônimo de Cavaleiros do Apocalipse.
- Morte: o primogênito carrega uma maldição mística. Qualquer criatura que veja o rosto verdadeiro dele morre na hora, o que o obrigou a usar máscara permanente.
- Guerra: a filha luta com chamas místicas e nutre mágoa profunda contra o pai, que ficou na Terra enquanto a família guerreava em outra dimensão.
- Fome: ele drena vitalidade, água e energia vital de tudo ao redor. Adversários poderosos se esgotam apenas por estar perto dele.
- Pestilência: ela contamina inimigos com flechas envenenadas, e cada infectado passa a infectar outros.
A tragédia da família tem data marcada. Hordas demoníacas vindas de Amenth partiram Okkara ao meio. Gênesis e os quatro filhos atravessaram a fenda para selá-la, e passaram milênios lutando do outro lado. Apocalipse ficou na Terra, decisão que o reencontro cobraria caro.
Os filhos biológicos em outras eras
William Rolfson, o Genocídio

Este é o filho de Apocalipse no universo principal da Marvel, a Terra-616. A mãe é Autumn Rolfson, mutante recrutada como a primeira Cavaleira da Fome na era moderna.
Temendo que o próprio pai visse o menino como ameaça, Autumn escondeu William por anos com a ajuda do Clã Akkaba. O poder do garoto acabou virando o problema. Ele emite radiação termonuclear sem controle e precisa de um traje de contenção para não incinerar o entorno.
O personagem ganhou nome de guerra quando o Arcanjo, já corrompido pela Semente da Morte, o recrutou. Batizado de Genocídio, ele arrasou uma cidade inteira em Montana como teste. A região devastada virou a zona conhecida como Tabula Rasa. Ele morreu depois de enfrentar Magneto.
Nemesis, o Holocausto

Na realidade alternativa da Era do Apocalipse, a Terra-295, ninguém escondeu o filho de Autumn. Ele abraçou o legado do pai sob o nome de Nemesis e virou um dos carrascos mais brutais do império mutante. Foi ele quem matou a Feiticeira Escarlate naquele universo.
A trajetória mudou quando ele atacou Magneto. O Mestre do Magnetismo destruiu o corpo físico do personagem e sobrou apenas a energia vital. O Fera Negro construiu então uma armadura de cristal para contê-la. Renascido como Holocausto, ele virou uma bateria viva de plasma.
Diamanda Nero

Ela aparece no século 36, em uma linha temporal onde Apocalipse governou a América do Norte por cem anos sem oposição. Diamanda serviu como Alta Conselheira e assumiu boa parte do poder militar quando o pai começou a enfraquecer.
O fim dela veio de um erro de cálculo. Ao emboscar o Clã Askani, liderado por Rachel Summers, Diamanda absorveu a Força Fênix. O poder se mostrou grande demais para conter.
Quem carrega o legado sem ser filho
Aqui mora a confusão mais comum entre leitores. Três personagens costumam entrar na lista de filhos de Apocalipse sem cumprir esse requisito.
- Evan Sabahnur: não é filho, é clone. O mutante Fantomex coletou sangue de uma versão infantil de Apocalipse e cultivou o garoto em laboratório.
- Uriel e Eimin: os Gêmeos do Apocalipse são filhos de Warren Worthington III, o Arcanjo, com a Cavaleira Ichisumi. O laço vem do manto, não do sangue.
- Tyler Dayspring: filho de Cable, ele adotou o nome Gênesis e o discurso do vilão, mas não tem parentesco com En Sabah Nur.
O experimento com Evan
O caso do clone rende o debate mais interessante da lista. Fantomex queria provar uma tese: a maldade de Apocalipse vinha da criação brutal, não da genética.
Para isso, ele criou Evan dentro de uma realidade virtual que simulava uma fazenda pacata no Kansas, com pais amorosos. A referência à origem do Superman é evidente. O garoto cresceu gentil, entrou no Instituto Jean Grey e resistiu a inúmeras tentativas de vilões de forçá-lo a vestir a armadura do pai genético.
Os gêmeos e a destruição da Terra

Uriel e Eimin tiveram destino oposto. Sequestrados no tempo por Kang, o Conquistador, cresceram em campos de concentração mutantes comandados pelo ciborgue Ahab.
O plano de Kang deu certo demais. Os dois voltaram ao presente como ameaças de escala cósmica, empunharam o machado asgardiano Jarnbjorn, mataram um Celestial e orquestraram a destruição da Terra. Só um grupo que voltou no tempo conseguiu desfazer o estrago.
E no cinema?
A versão mais conhecida do grande público veio em 2016, com Oscar Isaac no papel em X-Men: Apocalipse. Aquele filme não tratou de nenhum desses herdeiros. Com os mutantes a caminho do Universo Cinematográfico Marvel, a dinastia de En Sabah Nur segue como material inexplorado nas telas.
Fontes: League of Comic Geeks, TV Tropes, CBR, Marvel Fandom





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