O Nintendo Direct do 40º aniversário de The Legend of Zelda, exibido na semana passada, fez muito mais do que deixar os fãs em polvorosa por um console Switch 2 especial de colecionador. A transmissão também trouxe um mergulho profundo no aguardadíssimo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
Veio com direito a data de lançamento confirmada para 5 de novembro. Uma extensa demonstração de gameplay também foi exibida.
Muito mais do que apenas gráficos bonitos
A demonstração foi especialmente notável. Não se tratou apenas de um vislumbre de uma versão mais bonita do clássico amado do Nintendo 64. A apresentação veio recheada de detalhes sobre ajustes, atualizações e recursos totalmente novos. Quem não prestou atenção redobrada, talvez distraído demais com os novos visuais brilhantes, pode ter perdido algumas dessas novidades.
Os visuais completamente reformulados chamam atenção imediatamente. Como acontece na maioria dos remakes, esse título avança várias gerações de consoles. O objetivo é entregar uma experiência gráfica construída do zero. O resultado supera facilmente até mesmo a versão remasterizada lançada para o Nintendo 3DS em 2011. O jogo aproveita mais realismo sem perder o charme estilizado original. O resultado final é extremamente agradável aos olhos.
Câmera livre e novos movimentos para Link
Além da apresentação impressionante, o remake também traz melhorias significativas por baixo dos panos. Desempenho mais ágil e suave, menos telas de carregamento e tempos de espera reduzidos se combinam. Juntos, oferecem uma experiência mais fluida e satisfatória, à altura dos padrões atuais. Essa sensação mais ágil também se traduz diretamente na jogabilidade.
Para começar, o remake abandona a câmera majoritariamente fixa do original. Em seu lugar, entra uma câmera totalmente controlável. Isso permite aos jogadores apreciar melhor os novos visuais em áreas queridas pelos fãs. Um bom exemplo é Cidade Castelo, antes limitada pela perspectiva fixa.
Ainda mais liberdade vem através de novos movimentos de traspassagem para Link. Pular acontecia automaticamente em pontos fixos no jogo original de 1998. A nova versão, porém, inclui um botão dedicado para a ação. Isso permite aos jogadores pular quando quiserem. Um novo movimento de rolamento e corrida injeta mais agilidade. Link consegue cobrir as extensões maiores do mundo aberto com mais urgência.

Áudio completamente refeito e ciclo dia e noite dinâmico
Seja pulando, rolando ou montado em Epona, os jogadores agora vão fazer isso sob um sol que nasce e se põe de forma mais realista. O novo ciclo dinâmico de dia e noite apresenta uma progressão natural e contínua do tempo. Isso difere do original, em que o relógio parava dentro de Cidade Castelo.
O áudio do jogo também foi completamente refeito. Isso vale para a trilha sonora, os sons ambientes mais sutis e os diálogos dos NPCs. A mudança inclui música orquestral sinfônica e personagens totalmente dublados nas cutscenes. A exceção é o próprio Link, que segue majoritariamente silencioso.
Recursos exclusivos do Switch 2
Quem quiser aproveitar os recursos exclusivos de controle por movimento do Switch 2 pode usá-los para mirar armas, como o estilingue de Link. O próprio instrumento-título também pode ser tocado assoprando no microfone do console. Uma réplica física funcional da ocarina será vendida separadamente para os fãs mais dedicados.
Por fim, uma nova interface foi batizada de Fios do Tempo. Ela funciona como um diário de missões. Acompanha objetivos e progresso da história ao longo de toda a aventura contra Ganon. Uma tapeçaria artística se expande conforme a jornada avança.
A Nintendo já rendeu boas surpresas para os fãs de Zelda ao longo dos anos. Isso inclui remakes de outros títulos clássicos da franquia. Um exemplo apareceu quando mostramos o anúncio do remake de Link’s Awakening em versão totalmente em 3D.
Outros clássicos da série também já passaram por remasterizações bem recebidas pelos fãs. Isso apareceu ao cobrir o retorno de Skyward Sword HD ao catálogo do Nintendo Switch. The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega ao Switch 2 em 5 de novembro.




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