ZeniMax foca em Fallout e Doom após cortes no Xbox

Vinicius Miranda

A dona da Bethesda enfrenta uma reformulação significativa em meio às demissões. A empresa vai concentrar forças em suas cinco maiores franquias.

A onda de demissões no Xbox não poupou ninguém, e a ZeniMax sentiu o baque. Com a Microsoft desligando cerca de 3.200 funcionários ao longo do ano fiscal, todos os estúdios sob seu guarda-chuva foram impactados. Agora, surgem relatos sobre o futuro da empresa responsável por franquias amadas como “Fallout” e “The Elder Scrolls”. Segundo a apuração, a dona da Bethesda passará por uma reformulação significativa. A estratégia de sobrevivência agora se apoia em concentrar recursos nos seus maiores sucessos, uma decisão que traz esperança e apreensão em doses iguais.

O foco nas franquias principais

A informação partiu de uma reportagem do respeitado jornalista Jason Schreier, da Bloomberg. De acordo com ele, todos os estúdios da ZeniMax passarão por uma grande reformulação. Isso inclui a Bethesda, a id Software, a MachineGames e a ZeniMax Online Studios.

Como parte dessa mudança, a empresa vai canalizar suas energias para as franquias de maior peso. A ideia é priorizar os nomes com maior reconhecimento comercial e potencial de crescimento a longo prazo.

Vale um esclarecimento importante para evitar boatos. Nas últimas semanas, circulavam rumores de que a ZeniMax seria reduzida apenas a “Fallout” e “The Elder Scrolls”. No entanto, o próprio Schreier tratou de desmentir essa versão nas redes sociais.

A ZeniMax será impactada de forma significativa pela reorganização, mas não será reduzida apenas a Fallout e The Elder Scrolls, apesar dos rumores das últimas semanas. A editora também continuará trabalhando em Wolfenstein, Doom e Quake.

O que esperar de cada grande nome?

Resta saber se essa concentração de esforços vai acelerar os lançamentos. Afinal, os fãs andam sedentos por novidades. “The Elder Scrolls VI”, por exemplo, está em desenvolvimento há quase uma década e ainda não tem data.

A situação de “Fallout” também gera ansiedade, já que “Fallout 4” completou 11 anos. Por outro lado, há movimento nas franquias de tiro. “Doom: The Dark Ages” recebe sua primeira expansão, chamada “Revelations”, ainda esta semana.

Quanto ao futuro de “Wolfenstein”, o próximo título da MachineGames está bem encaminhado no desenvolvimento. Contudo, o jogo ainda não foi mostrado publicamente, mantendo o mistério no ar para os fãs do caçador de nazistas.

E o que acontece com Starfield?

Starfield – Divulgação / Bethesda

Em meio a tantas franquias citadas, uma ausência chamou a atenção. “Starfield”, a mais recente aposta original da Bethesda, não apareceu na lista de prioridades divulgada.

O jogo espacial recebeu sua expansão “Terran Armada” em abril deste ano. Ainda assim, não está claro se a Bethesda continuará desenvolvendo conteúdo para o título. Ou seja, o futuro da jovem franquia permanece incerto por enquanto.

O outro lado: o impacto humano dos cortes

Por trás da estratégia corporativa, existe um custo humano pesado. Estúdios como a id Software (de “Doom”) e a ZeniMax Online Studios (de “The Elder Scrolls Online”) sofreram cortes significativos em suas equipes. Muitos profissionais talentosos perderam seus empregos.

Diante disso, o sindicato dos trabalhadores da Bethesda se manifestou publicamente. Em tom de frustração, os representantes questionaram quando esse ciclo de cortes em busca de lucros cada vez maiores finalmente terminaria. É um lembrete de que, por trás dos números, há pessoas reais sendo afetadas.

Fallout – Divulgação / Bethesda

A mensagem da Microsoft parece clara: menos experimentação e mais apostas seguras. A empresa quer concentrar seus recursos em franquias com fãs de gerações, capazes de justificar o alto investimento. Consequentemente, projetos menores e mais arriscados perdem espaço.

Para os fãs, a notícia é agridoce. Por um lado, o foco em “The Elder Scrolls” e “Fallout” pode significar um desenvolvimento mais ágil desses sonhados jogos. Por outro, a possível estagnação de novas ideias, como “Starfield”, preocupa quem valoriza a inovação.

Do ponto de vista do mercado, a reformulação reflete a nova era de austeridade da indústria. Segundo a Bloomberg, o objetivo seria reduzir camadas de gestão e entregar produtos mais rapidamente.

E você, acha que focar nas grandes franquias é a decisão certa para a ZeniMax? Conte para a gente nos comentários!

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