Naoki Hamaguchi revelou que seu próximo projeto na Square Enix será algo original. As opções vão de um jogo AA até uma nova franquia AAA, passando por um novo Final Fantasy.
O homem por trás da trilogia mais ambiciosa do RPG moderno já está pensando no futuro. Naoki Hamaguchi, diretor de “Final Fantasy 7 Remake”, “Final Fantasy 7 Rebirth” e do vindouro “Final Fantasy 7 Revelation”, revelou em entrevista à Bloomberg que não comandará outro remake após encerrar a saga de Cloud Strife. O próximo passo da sua carreira será algo totalmente original.
“Não vai ser um remake!”
A declaração de Hamaguchi foi direta. Quando questionado sobre o formato do seu próximo projeto na Square Enix, o diretor não deixou margem para dúvidas.
Não vai ser um remake!
A frase, curta e enfática, encerra uma especulação que já rondava a comunidade há meses. Com o sucesso da trilogia de “Final Fantasy 7”, muitos fãs esperavam que Hamaguchi assumisse a recriação de outro clássico da franquia. O pedido mais frequente nas redes era justamente um remake de “Final Fantasy 6”, considerado por muitos como o melhor jogo da série. O próprio diretor admitiu que vê esses pedidos online, mas sinalizou que prefere olhar para frente.
As opções na mesa

Se remake está fora de questão, o que vem a seguir? Hamaguchi revelou que sua equipe analisa diferentes caminhos. E o leque de possibilidades é amplo.
Como equipe, eu realmente acho que existe uma oportunidade de trabalhar em uma escala menor, como um título AA, ou um novo título de Final Fantasy, ou até mesmo uma nova franquia AAA.
A variedade de cenários mostra que a decisão ainda não foi tomada. Um jogo AA permitiria ao estúdio experimentar conceitos mais arriscados com orçamento controlado. Uma nova entrada na franquia Final Fantasy manteria Hamaguchi dentro do universo que conhece profundamente. Já uma franquia AAA inédita seria a aposta mais ousada, colocando o nome do diretor na frente de uma propriedade intelectual completamente nova.
Independentemente do caminho escolhido, Hamaguchi não demonstrou ansiedade com a decisão. Pelo contrário.
Eu acho que todas essas opções seriam boas.
Primeiro, encerrar a trilogia
Antes de qualquer novidade, Hamaguchi tem uma missão pendente. “Final Fantasy 7 Revelation”, o capítulo final da trilogia, chega na primavera de 2027 de forma simultânea para PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. É a primeira vez que um título da série remake estreia em todas as plataformas ao mesmo tempo.
O encerramento da saga carrega expectativas altíssimas. Além de concluir a história de Cloud, Tifa, Aerith e Barret, o jogo precisará amarrar as mudanças na linha do tempo introduzidas nos dois capítulos anteriores. O diretor já confirmou que haverá um final único e que DLCs com conteúdo de spin-offs como “Advent Children” e “Dirge of Cerberus” não estão descartados.
A escolha de abandonar remakes é significativa por dois motivos. Primeiro, ela confirma que a trilogia de “Final Fantasy 7 Remake” foi um projeto singular e irrepetível, não o início de uma linha de montagem de recriações. A Square Enix não transformará seus clássicos em uma fábrica de nostalgia.
Segundo, a decisão revela a ambição criativa de Hamaguchi. Depois de anos trabalhando com um material pré-existente, por mais que tenha reinventado grande parte dele, o diretor quer provar que pode criar algo do zero. Esse desejo é natural para qualquer criativo. E para os fãs, é uma notícia animadora.
A possibilidade de um novo Final Fantasy dirigido por Hamaguchi é particularmente interessante. Com a experiência acumulada na trilogia, ele teria condições de modernizar ainda mais o sistema de combate e a estrutura narrativa da franquia. Já uma franquia inédita poderia trazer algo que a Square Enix não faz há anos: surpreender com algo que ninguém esperava.
Por enquanto, os olhos do mundo estão voltados para “Final Fantasy 7 Revelation”. Mas a mensagem de Hamaguchi é clara. Quando a cortina cair sobre a saga de Cloud, uma nova história começará. E dessa vez, será inteiramente dele.




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