Novo filme de ‘Resident Evil’ se passa nos dias atuais e divide opiniões dos fãs

Cheyna Corrêa

A franquia Resident Evil volta aos cinemas com uma proposta diferente das anteriores. Zach Cregger assume o comando do projeto. O diretor de A Hora do Mal e Bárbaro promete trocar a fórmula de ação por terror de sobrevivência.

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, um dia antes da abertura nos Estados Unidos. A distribuição fica com a Columbia Pictures, do grupo Sony.

A história do novo filme

A trama não adapta nenhum jogo específico. Cregger criou uma história original dentro do universo da Capcom.

O protagonista é Bryan, entregador de suprimentos médicos vivido por Austin Abrams. Ele aceita uma entrega fora da área de cobertura habitual, com destino ao hospital geral de Raccoon City, durante uma nevasca.

O rapaz não sabe que a cidade já enfrenta um desastre biológico. A partir daí, ele passa a noite inteira tentando sobreviver, cercado por infectados e criaturas mutantes.

Quem está no elenco

  • Austin Abrams como Bryan, o entregador. O ator já havia trabalhado com Cregger em A Hora do Mal.
  • Zach Cherry, de Ruptura, como Dave, cientista da Umbrella.
  • Kali Reis, de True Detective, como Pauline, também cientista da corporação.
  • Paul Walter Hauser, de O Caso Richard Jewell, como Carl, o terceiro cientista do grupo.
  • Johnno Wilson como Max, agente de segurança da Umbrella.

Por que o filme se passa em 2026

A ambientação virou o assunto mais discutido entre fãs desde o primeiro trailer. Nos jogos, o incidente de Raccoon City acontece em setembro de 1998, e não no inverno.

Parte do público reclamou da neve nas imagens. Depois vieram as críticas ao celular moderno que o protagonista usa em cena.

Cregger respondeu ao assunto na San Diego Comic-Con deste ano. Segundo ele, o filme se passa na neve, em 2026, e é por isso que o personagem carrega um iPhone. O diretor afirmou ter tomado liberdades para contar a história que queria.

A defesa dele vai além da ambientação. Cregger explicou à revista Inverse que se considera um admirador declarado dos jogos e que o roteiro respeita as regras estabelecidas pela Capcom.

Prefiro contar uma história original que viva no mundo dos jogos e que se pareça mais com a experiência de jogá-los. Quero me inclinar para o survival horror, e não para o survival action.

Sem Leon, sem Jill

Outra decisão deve dividir opiniões. O longa deixa de fora personagens consagrados como Leon S. Kennedy e Jill Valentine.

O raciocínio do diretor é simples. Para ele, tentar melhorar personagens que os jogos já constroem bem seria perda de tempo. Cregger disse que não pretende canibalizar histórias já contadas e que a de Leon pertence aos games.

A escolha abre espaço para personagens inéditos. Eles habitam o mesmo universo e obedecem às mesmas regras, mas sem repetir arcos conhecidos.

O vírus ganha mecânicas novas

Cregger também mexeu no agente causador do desastre. Ele evitou detalhes para não entregar spoilers, mas confirmou que o filme apresenta comportamentos inéditos para a infecção.

O argumento do diretor é de aproveitamento narrativo. Deixar o vírus agir exatamente como nos jogos desperdiçaria oportunidades. As novas mecânicas, segundo ele, continuam dentro das leis do universo original.

Ficha técnica

  • Direção: Zach Cregger.
  • Roteiro: Cregger em parceria com Shay Hatten, de John Wick 4.
  • Fotografia: Dariusz Wolski.
  • Produção: Constantin Film, Davis Films, Vertigo Entertainment e PlayStation Productions.
  • Distribuição: Columbia Pictures, em associação com a TriStar Pictures.
  • Orçamento estimado: cerca de US$ 80 milhões.

O histórico da franquia no cinema

A série de jogos já rendeu bastante material audiovisual. Seis filmes saíram entre 2002 e 2017, todos protagonizados por Milla Jovovich e capitaneados por Paul W. S. Anderson.

Depois veio uma tentativa de recomeço em 2021, com Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, mais próxima dos primeiros jogos. A Netflix ainda produziu uma série live-action, cancelada após uma temporada.

Apesar das críticas recorrentes, os números falam alto. A franquia figura entre as adaptações de videogame mais lucrativas da história do cinema.

A Sony não divulgou a duração do longa nem a classificação indicativa brasileira. Também não há informação sobre exibição em IMAX no Brasil. Vale registrar uma divergência. Fichas técnicas em circulação descrevem o filme como uma versão alternativa dos eventos de Resident Evil 2, de 1998. O próprio diretor, porém, afirma que a história se passa em 2026.

E você, ficou animado com essa nova adaptação? Deixe sua opinião nos comentários!

Fontes: DeadlineTV InsiderGamingBibleVarietyWikipedia

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