A Nintendo finalmente confirmou o renascimento do clássico no Switch 2. Mas será que o melhor caminho não estava guardado no 3DS desde 2011?
Poucos jogos marcaram tantas gerações quanto “The Legend of Zelda: Ocarina of Time”. Para muita gente, foi ali que a sensação de aventura de verdade nasceu, com um mundo aberto, misterioso e enorme para os padrões da época. A Nintendo mudou os videogames para sempre com um único título, e desde então a indústria tenta repetir aquela mágica. Agora, com o remake oficialmente a caminho do Nintendo Switch 2, vale relembrar a trajetória do clássico e levantar uma dúvida que incomoda fãs antigos.
Por que “Ocarina of Time” ainda é uma lenda
Antes de tudo, é preciso entender o tamanho da obra. Lançado em 1998 para o Nintendo 64, “Ocarina of Time” praticamente definiu como uma aventura em terceira pessoa deveria funcionar. O jogo introduziu o Z-targeting, um sistema de mira que organizou os combates e influenciou incontáveis games depois dele. Além disso, sua estrutura de masmorras, exploração e trilha sonora virou referência absoluta. Não por acaso, ele costuma aparecer no topo das listas de melhores jogos de todos os tempos.
O remake foi confirmado: veja o que a Nintendo revelou
Depois de meses de rumores, a espera acabou. Durante o Nintendo Direct de 9 de junho de 2026, a Nintendo anunciou que “Ocarina of Time” vai renascer no Switch 2 ainda neste ano. A empresa deixou claro que se trata de um remake completo, e não de uma simples remasterização. O projeto chega de mãos dadas com o aniversário de 40 anos da franquia, o que reforça seu peso simbólico.
Por enquanto, a Nintendo divulgou apenas um teaser curto e uma única imagem, com um novo modelo para o jovem Link. Ainda assim, alguns detalhes já animam o público brasileiro, já que o título terá localização completa em português. Quem quiser se aprofundar pode conferir o que se sabe sobre a natureza e os visuais do remake. E se a ideia é se preparar com calma, vale entender por que jogar Zelda antes do lançamento faz todo o sentido.
“Ocarina of Time 3D”: o remaster que envelheceu como vinho

Curiosamente, esta não é a primeira vez que a Nintendo ressuscita o clássico. Em 2011, o Nintendo 3DS recebeu “Ocarina of Time 3D”, um dos primeiros grandes sucessos do portátil. Na época, o aparelho ainda sofria com preço alto e poucos jogos de peso. Mesmo assim, esse remaster mostrou que o 3DS podia entregar experiências de console na palma da mão.
O resultado foi impressionante. Os modelos de personagens e cenários ganharam um capricho que lembrava a arte conceitual original. Para além do visual, porém, a maior virada veio na jogabilidade. O segundo monitor do 3DS resolveu velhas frustrações do jogo, como a troca constante de itens nos menus e a briga com a câmera. Dessa forma, gerenciar mapa, equipamentos e a ocarina ficou simples e rápido.
O Templo da Água finalmente respirou
Esse ajuste teve um efeito quase milagroso em pontos antes temidos. O Templo da Água (Water Temple), por exemplo, virou uma masmorra bem mais acessível. Afinal, boa parte da irritação vinha da necessidade de pausar o jogo para trocar de equipamento. Com o segundo monitor, a tentativa e erro ficou mais fluida, e a experiência simplesmente ficou mais divertida.
A pergunta que não cala: cadê o port do 3DS?
Aqui mora a grande inquietação. “Ocarina of Time 3D” não trouxe muito conteúdo novo, e nem precisava disso para brilhar. O pacote oferecia a Master Quest e o modo Boss Challenge, mas o foco era claro. A proposta era atualizar o visual e adicionar melhorias de qualidade de vida, nada além disso. A Nintendo sabia que tinha uma obra-prima nas mãos e a tratou com o devido respeito.
Por isso, muitos jogadores defendem que essa seja, na prática, a versão definitiva do clássico. O problema é o acesso. Os preços de consoles 3DS no mercado de usados só sobem, empurrados por colecionadores. Como consequência, para uma boa parte do público, a emulação acabou virando o único caminho viável. Um simples port do 3DS para o Switch resolveria isso e cairia como uma luva no console híbrido.
O que esperar do novo remake
A análise final aponta para um cenário curioso. De um lado, o remake de Switch 2 promete visuais reconstruídos do zero e a chance de apresentar “Ocarina of Time” a uma nova geração. De outro, paira o receio de que o projeto apenas exista, sem agregar algo realmente memorável. Para os fãs, o risco é ver um clássico intocável transformado em uma versão apenas funcional.
Ainda assim, há motivos para otimismo. A Nintendo já provou, com o 3DS, que sabe modernizar essa aventura sem trair sua essência. Mesmo que o remake siga um rumo ousado, a versão portátil continua sendo um porto seguro para quem ama o original. No fim das contas, o melhor dos mundos seria simples, ou seja, lançar o novo remake e, ao mesmo tempo, resgatar de vez aquele remaster esquecido de 2011.



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